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Não tenho conseguido cumprir com as atualizações...Não quero ter a obrigação de...

Tá ruim conciliar as noites de sono perdidas no hospital onde trabalho com outras noites por aqui, já que não disponho da net durante o dia...Tenho que estudar  para conseguir  atingir minhas metas e para isso preciso ir para cama esperar o sono vir mais cedo, terei relatórios de conclusão de curso...Estágio... Ufa!!!  Tb devo confessar que ando um pouco desencorajada a seguir  com o blog...

Talvez precise dá um tempo.

 Caso isso aconteça continuarei a visitar  os amigos e assim que puder voltarei...bjão a td mundo...

 



- Postado por: Lu às 00h49
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António Gedeão


Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.


- Postado por: Lu às 01h05
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O Sabiá e o Gavião
 
Eu nunca falei à toa.
Sou um cabôco rocêro,
Que sempre das coisa boa
Eu tive um certo tempero.
Não falo mal de ninguém,
Mas vejo que o mundo tem
Gente que não sabe amá,
Não sabe fazê carinho,
Não qué bem a passarinho,
Não gosta dos animá.
 

Já eu sou bem deferente.
A coisa mió que eu acho
É num dia munto quente
Eu i me sentá debaxo
De um copado juazêro,
Prá escutá prazentêro
Os passarinho cantá,
Pois aquela poesia
Tem a mesma melodia
Dos anjo celestiá.

 

Nossa que felicidade! PATATIVA DO ASSARÉ será o nome da minha turma! 



- Postado por: Lu às 08h47
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Cine nordeste

Uma linda mulher

A cabrita aprumada

O poderoso chefão

O coroné arretado

O exorcista

Arreda capeta!

Os brutos também amam

Os vaquero baitola

Godzila

O calangão

Perfume de mulher

Cherim de cabocla

Mamãe faz cem anos

Mainha num morre mais

Guerra nas estrelas

Arranca rabo no céu

Um peixe chamado wanda

Um lambari cum nome de muié

Noviça rebelde

Beata arretada

Um cidadão acima de qualquer suspeita

Um cabra pai d’égua di quem ninguém discunfia

Os filhos do silêncio

Os mininu do mudim

A pantera cor de rosa

A onça viada

Quando a noite cai

Quando iscurece

 

 



- Postado por: Lu às 00h39
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Se eu fosse um padre

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Mário Quintana

Texto extraído do livro "
Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105.



- Postado por: Lu às 22h25
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Fiquei uns dias fora do ar com Clarice Lispector  e meus pensamentos tortos...  Tenho saído  um pouco para ver o  que acontece no mundo...tenho escutado e arranhado no violão Ana Carolina ...

 

PRA RUA ME LEVAR

Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
Às vezes ando só trocando passos com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessa que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora.

 

 Tenho lido em livros dos outros Antonio Cícero  poetar:

 

GUARDAR

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em um cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema para guardá-lo
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema
Por guardar-se o que se quer guardar.

 

ÁGUA PERRIER

Não quero mudar você
nem mostrar novos mundos
pois eu, meu amor, acho graça até mesmo em clichês.

Adoro esse olhar blasé
que não só já viu quase tudo
mas acha tudo tão déjà vu mesmo antes de ver.

Só proponho
alimentar seu tédio.
Para tanto, exponho
a minha admiração.
Você em troca cede o
seu olhar sem sonhos
à minha contemplação

Adoro, sei lá por que,

esse olhar
meio escudo
que em vez de meu álcool forte pede água Perrier.



- Postado por: Lu às 15h58
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 O ESPELHO QUEBRADO

 

Quebra teu espelho.

 

Tua imagem sobreposta

É tua mentira e tua vergonha.

 

Quebra teu espelho.

 

Lança fora tua imagem falsa

Tua imagem muda

Multiplicada

Mutilada

Esquálida

E cega.

 

Quebra teu espelho.

 

Deita ao longe os cacos

-suas eras, suas veias, seus sinais-

 

quebra teu espelho.

 

Dá a ti

Teu mundo e tua verdade.

 

Quebra teu espelho em tuas próprias mãos

E chama teu sangue de poesia.

 

Theo G. Alves



- Postado por: Lu às 00h15
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Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço. Além do que: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano - já me aconteceu antes. Pois sei que - em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade - essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém. Clarice Lispector

- Postado por: Lu às 09h42
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Tenho-me por feliz pelos amigos poetas ...

 

ATEMPORAL

 

Não entendo por que

Estas tardes chuvosas

-palavra tão lusitana-

de pessoas que nunca conheci,

que sequer estão em meus livros...

gente que viveu noutras décadas

ou séculos até.

Não vejo neles meus avós,

Nem vejo seus amigos...

Uma senhora me abraça,

Alisa meus cabelos...

Não consigo enxergar seu rosto

Ela me vê

E acena algumas palavras

Pedindo chorosamente:

-Não partas, não há para onde ir.

O tempo é um só, meu filho.

 

 

 Adriano Santos

 

 




- Postado por: Lu às 00h20
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Bem vindos ao meu novo espaço!Vim para cá forçada pelos os entraves e sabedoria dos provedores,ficarei grata aos novos e  velhos amigos que chegarem até aqui! Não quis trazer o meu antigo nome “oxi que qui tem” , mesmo sabendo que aquele nome tinha muito a ver comigo, mas fiquei enraivada e kbrruum!!!! foi-se!!!! Vir para cá teve uns preços de bolso e de alma, mas aqui estou...sigo hospitaleira e como já disse anteriormente  mesmo não sendo escritora, percebo que quem escreve sempre tem segredos e/ou mistérios que não revelam em palavras, por propósitos, pudor, orgulho, determinação, impotência sabe lá!Eis aqui a minha  profunda admiração (ainda que tosca)por quem escreve e usa espaços como esses, não apenas para "diários", mas para tornar público, escritos de famosos , amigos e anônimos! Salve os poetas que de um jeito ou de outros, seja lá o que for ou como for, sempre transparecem nas entrelinhas. Se soubermos ler as entrelinhas, poderemos receber melhor a mensagem e, talvez, compreender melhor quem as escreve. Ler nas entrelinhas é resultado do apuro da nossa sensibilidade. Gosto das entrelinhas, de perceber o outro sentido, de ser tocada pelas segundas hipóteses, das segundas margens dos rios... bjus!



- Postado por: Lu às 01h48
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Uma simbiose de toques, de sinestesias múltiplas, plenas. A equação de todos os tempos invocada em poesia. O corpo falando em imagem, eternizando-se no olhar, simplificando-se na fusão da lua com o sol, do ventre com as estrelas. Assim é a poesia da minha amiga Luciana Maria de carvalho...(Lu gostaria de deixar aqui registrado minha admiração pelo seu jeito de enxergar a vida e vivê-la. Temos umas coisas  em comuns; somos predominantemente malucas de cabeças plenas de juízo!)

 

Alma em primavera

Vislumbrei a tua essência

quando,

sem nem perceber,

deixaste cair as vestes

 e tua alma,

nua de laços,

sorriu-me em flor

exalando primavera...

 

Outonal

Afora teus olhos

teus abraços

teu sorriso

O que mais me encanta desse teu amor

cedamente

entardecido

A despertar esse meu

 mundo

ainda há pouco

amanhecido.

 

Luma carvalho

 

 

 

 



- Postado por: Lu às 01h46
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